A campanha de Lula comemorou a virada sobre Flávio Bolsonaro em um hotel dos Jardins, em São Paulo, em 25 de outubro de 2026. Integrantes da equipe celebraram quando o petista passou o senador na apuração.
A equipe acompanhou a contagem no hotel, enquanto Lula ficou em casa, no bairro de Alto de Pinheiros, na Zona Oeste da capital. O episódio foi registrado durante o segundo turno da eleição presidencial.
Moradores também comemoraram em bairros como Vila Mariana, na Zona Sul, e Perdizes e Pinheiros, na Zona Oeste. As manifestações ocorreram na capital paulista na noite de 25 de outubro.

A apuração aconteceu em um dia marcado por relatos de dúvidas sobre o horário de votação em seções da cidade. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extensão do horário, e o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) se manifestou sobre os votos já registrados.
Equipe do PT acompanha apuração e comemora a virada
Quando Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro na contagem, integrantes da campanha petista se abraçaram e cantaram o jingle clássico do presidente: “olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”. A cena marcou a virada de Lula sobre Flávio Bolsonaro durante a apuração.
Em um boletim parcial divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula aparecia com 57,66% dos votos, o equivalente a 193.574 votos. Flávio Bolsonaro registrava 42,34%, ou 142.169 votos.
O TSE informou que esses números correspondiam aos votos para presidente apurados em 1.225 seções eleitorais de todo o Brasil. O dado foi divulgado no contexto da apuração após a extensão do horário de votação.
Dúvidas sobre horário de votação e relatos de eleitores
Problemas no transporte público em municípios brasileiros motivaram o pedido para ampliar o período de votação. Na capital e na Grande São Paulo, houve relatos de ônibus parados, garagens cheias, demora na circulação e terminais lotados.
Em zonas eleitorais da região central de São Paulo, mesários disseram que urnas já tinham sido recolhidas e equipes dispensadas antes de receberem novas orientações. No Colégio Fidelino de Figueiredo, uma mesária relatou que a orientação inicial era encerrar às 17h; as urnas foram fechadas, as cabines desmontadas e os mesários permaneceram na escola à espera do cartório eleitoral.
Na Universidade Anhembi Morumbi, na Mooca, um mesário informou que a votação seguia, embora uma urna já tivesse sido encerrada. Segundo o relato, o cartório orientou que a intenção de votar fosse registrada em ata caso alguém chegasse a uma seção fechada, e que os documentos de encerramento não fossem guardados até nova instrução.
Eleitores também relataram dificuldades para votar em escolas da cidade. Em frente à EMEF Emiliano Di Cavalcanti, na Zona Leste, uma eleitora aguardava havia mais de uma hora a reabertura dos portões, diante dos quais imagens registraram ao menos 12 pessoas; na EMEI Francisca Julia da Silva, no Jardim Ângela, uma eleitora disse esperar liberação enquanto os mesários se preparavam para sair.
Decisão de Cristiano Zanin e resposta do TRE-SP
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin prorrogou o recebimento de votos após pedido da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva, que apontou problemas de transporte público. A campanha de Flávio Bolsonaro também pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao STF mais duas horas de votação, inicialmente para municípios de pelo menos nove estados, incluindo São Paulo; a solicitação citava Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Na decisão, Zanin determinou que as seções de todo o país recebessem votos até as 19h, no horário de Brasília, com extensão de duas horas. O ministro atribuiu a medida à gravidade e à urgência dos fatos relatados, e coube ao TSE dar cumprimento à determinação.
Após a ordem, a totalização dos votos, que já havia começado, foi interrompida. O texto da decisão esclareceu que urnas já fechadas não poderiam ser reabertas; as regras de contingência da Justiça Eleitoral preveem medidas para falhas técnicas e operacionais, mas não detalham o procedimento para seções encerradas antes do horário determinado judicialmente.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) afirmou que todas as zonas eleitorais do estado foram comunicadas e que a determinação estava sendo cumprida. Sobre as seções que já tinham encerrado os trabalhos, o tribunal declarou que os votos registrados seriam computados e totalizados integralmente, sem prejuízo.


