Presidente do TRE

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador José Antonio Encinas Manfré, afirmou que não houve prejuízo aos eleitores com a prorrogação da votação no segundo turno de 25 de outubro de 2026. Ele reconheceu que problemas no transporte público dificultaram o deslocamento até os locais de votação.

A decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender o horário até as 19h foi divulgada às 17h04. Segundo Manfré, o TRE-SP recebeu a comunicação oficial às 18h17 e aguardou confirmação antes de agir.

Na capital paulista e na Grande São Paulo, eleitores relataram longas esperas por ônibus e terminais lotados no domingo, 25 de outubro. O presidente do TRE-SP afirmou que a maior parte das urnas já havia sido fechada quando a medida chegou oficialmente ao tribunal.

prorrogação da votação

A extensão do horário ocorreu após relatos de redução da frota em cidades brasileiras e pedido apresentado pela coligação de Luiz Inácio Lula da Silva ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A medida e os problemas de transporte também provocaram críticas de representantes da campanha petista e declarações do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

TRE-SP diz que recebeu comunicação oficial às 18h17

Ao explicar como a ordem foi aplicada, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador José Antonio Encinas Manfré, afirmou que 80% das urnas já estavam fechadas. Segundo ele, nesses casos, o recebimento de votos havia sido encerrado.

Nos outros 20%, conforme Manfré, os locais de votação ainda tinham filas e permaneceram abertos. A possibilidade de votar, portanto, ficou restrita às seções que continuavam funcionando, sem reabrir urnas já encerradas.

O desembargador também relatou que o tribunal buscou confirmação depois de tomar conhecimento da medida pela imprensa. Ao falar sobre a atuação do TRE-SP, ele disse que a corte aguardou a comunicação formal antes de adotar providências.

Decisão de Zanin e limites da prorrogação da votação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou que o encerramento do recebimento de votos fosse estendido por duas horas, até as 19h, em todas as seções eleitorais do país. A decisão atribuiu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a responsabilidade de executá-la.



Zanin justificou a medida pela gravidade dos relatos sobre o transporte público, que chegaram ao STF às 16h32min49s de 25 de outubro. A extensão do horário foi concedida após uma petição de urgência da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva, apresentada ao TSE.

O pedido da coligação abrangia municípios de pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Mais tarde, Zanin esclareceu que a prorrogação da votação valia apenas para locais onde as urnas ainda estavam abertas quando a decisão foi tomada.

Com esse esclarecimento, a ordem não determinava a reabertura de seções cujo recebimento de votos já havia terminado. Separadamente, a campanha de Flávio Bolsonaro pediu extensão por duas horas em Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de São Borja, Itaqui e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, por causa de chuvas e da cheia do rio Uruguai.

Problemas no transporte e acusações de interferência eleitoral

O coordenador da campanha de Lula, senador Camilo Santana, acusou capitais governadas por adversários do PT de terem sofrido um “boicote” no transporte público. Ele citou Salvador e São Luís e avaliou que a decisão do STF foi tardia para reparar os efeitos da falta de ônibus em cidades como São Paulo, Salvador e São Luís.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou que a redução da oferta de ônibus em São Paulo e na Bahia representaria descumprimento da legislação eleitoral e interferência no processo. Ele acusou os prefeitos Ricardo Nunes, de São Paulo, e Bruno Reis, de Salvador, de cometer crimes e defendeu que fossem punidos, apresentando essas afirmações como acusações do partido.

Em resposta, o prefeito Ricardo Nunes disse, por mensagem, que a frota de ônibus da capital paulista era superior à demanda. Ele não apresentou números e declarou que nenhum eleitor estava sem atendimento na cidade.

Entre os relatos sobre o transporte, moradores do Terminal Varginha, no extremo sul de São Paulo, disseram ter esperado até três horas por um ônibus; também houve filas em Santana e no Jardim Ângela, além de relatos de motoristas que se recusaram a levar pessoas para votar na Vila Zilda. Perto do Terminal Santana, um casal ofereceu caronas após encontrar ônibus parados e passageiros esperando, enquanto, na Estrada M’Boi Mirim, pessoas aguardaram sob chuva por mais de 40 minutos por volta das 13h.



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