Ônibus parados sem circular, pontos e terminais lotados, moradores organizam caronas: veja situação do transporte público de SP nas eleições

O transporte público em São Paulo teve ônibus parados, demora na circulação e pontos e terminais lotados no domingo, 25 de outubro de 2026, durante o segundo turno da eleição presidencial. Passageiros relataram dificuldades para chegar aos locais de votação.

A situação ocorreu após uma decisão da Justiça Eleitoral determinar a circulação integral da frota municipal. O Partido dos Trabalhadores (PT) denunciou que a operação estaria abaixo do previsto, enquanto a Prefeitura apresentou justificativas operacionais.

Moradores do Terminal Varginha, na Zona Sul, disseram ter esperado até três horas por um ônibus. Também houve relatos de filas em Santana, na Zona Norte, e na região do Jardim Ângela, além de passageiros sob chuva na Estrada do M’Boi Mirim.

transporte público em São Paulo

As ocorrências envolveram passageiros, operadores de ônibus, a SPTrans e a Justiça Eleitoral. A cobertura reúne relatos de espera e de caronas oferecidas por moradores, a denúncia sobre o tamanho da frota e a posição da Prefeitura.

Filas, ônibus parados e caronas em diferentes regiões da capital

Por volta das 14h30, um casal que passava de carro perto do Terminal Santana encontrou ônibus parados durante a chuva e passageiros à espera. Uma pessoa que preferiu não se identificar contou que decidiu oferecer caronas após acompanhar notícias sobre a circulação reduzida.

No terminal, a esposa da pessoa entrevistada abordou passageiros para saber se precisavam de ajuda. Uma senhora disse que precisava votar no Jaçanã, mas ela e outras pessoas demonstraram receio de aceitar a carona, segundo o relato.

Na Vila Zilda, moradores relataram que motoristas não quiseram levá-los aos locais de votação. Já na Estrada M’Boi Mirim, na altura do número 4.017, passageiros aguardavam sob chuva por mais de 40 minutos; o registro foi feito por volta das 13h.

PT denuncia operação abaixo da frota determinada pela Justiça Eleitoral

O Partido dos Trabalhadores (PT) denunciou à Justiça Eleitoral que a Prefeitura de São Paulo estaria operando com apenas 60% da frota de ônibus em 25 de outubro. A denúncia se referia ao segundo turno da eleição presidencial de 2026 e à decisão que previa a circulação integral dos veículos.



A determinação judicial, emitida no sábado, 24 de outubro, estabeleceu que a Prefeitura e a SPTrans disponibilizassem 100% da frota regular de dias úteis. Em caso de descumprimento, a decisão prevê multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.

Além dos relatos nas regiões citadas por moradores, passageiros apontaram dificuldades no Jaraguá, na Zona Norte, e na Avenida Ibirapuera, na Zona Sul. A denúncia do PT sobre o percentual da frota foi apresentada à Justiça Eleitoral em meio a essas queixas, sem que a informação de operação com 60% fosse confirmada como dado oficial.

SPTrans cita prazo curto para ampliar a operação e informa tarifa gratuita aos domingos

Segundo a Prefeitura, a SPTrans foi notificada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) às 13h10 de 24 de outubro, menos de 12 horas antes do início da operação determinada para o domingo. Às 13h32, a empresa comunicou a decisão às concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais da cidade.

A SPTrans afirmou que os operadores enfrentaram dificuldades para reorganizar escalas, jornadas e rotinas em prazo reduzido. A programação dos profissionais já considerava folgas e a organização necessária para que os trabalhadores pudessem votar, segundo a manifestação municipal.

Como referência para o planejamento original, a Prefeitura citou a operação do domingo anterior: cerca de 6,9 mil ônibus ofereceram aproximadamente 8 milhões de lugares e transportaram 3,4 milhões de passageiros. A SPTrans disse que esses dados de demanda embasaram a oferta prevista e que o plano havia sido enviado previamente aos órgãos eleitorais, sem questionamentos registrados, além de ter sido adotado no primeiro turno.

A tarifa dos ônibus municipais permaneceu gratuita aos domingos pelo programa Domingão Tarifa Zero, em vigor desde dezembro de 2023. A SPTrans informou que monitorava a operação e a disponibilidade da frota junto às concessionárias para atender os passageiros, inclusive quem precisava chegar aos locais de votação.



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