Ônibus em São Paulo: Nunes defende operação na eleição

Em 25 de outubro de 2026, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a oferta de ônibus em São Paulo superou a demanda durante o segundo turno das eleições presidenciais. A declaração foi dada em Brasília, em meio a relatos de longas esperas na capital paulista.

A discussão ocorreu após a Justiça Eleitoral determinar a ampliação da operação dos ônibus. Segundo Nunes, a Prefeitura e a SPTrans tiveram pouco tempo para mobilizar recursos e pessoal.

Passageiros relataram dificuldades em terminais como Varginha, na Zona Sul, Santana, na Zona Norte, e Jardim Ângela, também na Zona Sul. Na Vila Zilda, testemunhos apontaram recusa de motoristas em levar passageiros aos locais de votação.

ônibus em São Paulo na eleição

O episódio reúne a defesa do prefeito, relatos de usuários e questionamentos sobre o cumprimento da ordem judicial. A SPTrans apresentou sua justificativa operacional, enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) contestou o nível de serviço; o Supremo Tribunal Federal (STF) também participou das decisões sobre o horário da votação.

Ordem judicial e justificativa de Ricardo Nunes para a operação

Ricardo Nunes afirmou que a frota ofertada superava a procura e disse que a Prefeitura tinha mais de 200 registros em fotos e vídeos sobre a operação em diferentes regiões da capital. O prefeito apresentou esse material como comprovação da circulação dos ônibus.



A ordem para operar com 100% da frota foi emitida às 13h10 de 24 de outubro de 2026, segundo a cronologia informada por Nunes. A SPTrans comunicou a determinação às concessionárias às 13h32, 22 minutos depois.

Nunes alegou que o intervalo curto dificultou a mobilização de funcionários e recursos para cumprir a decisão. A ordem previa multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, em caso de descumprimento.

Relatos de passageiros e questionamentos sobre a frota de ônibus

Passageiros relataram esperas de até três horas em terminais da capital. A duração das filas foi uma das dificuldades apontadas enquanto a operação era questionada durante a votação.

Nas proximidades do Terminal Santana, um casal decidiu oferecer caronas após encontrar ônibus parados e filas. O relato se somou às queixas sobre o deslocamento de eleitores até os locais de votação.

O Partido dos Trabalhadores (PT) denunciou à Justiça que apenas 60% da frota estava em operação durante o período de votação. Em resposta, a SPTrans atribuiu as dificuldades ao planejamento original, baseado na demanda de domingos anteriores, e ao prazo limitado para ampliar o serviço.

Após o encerramento oficial da votação, o Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou até as 19h o horário de fechamento das seções eleitorais. A tarifa de ônibus permaneceu gratuita, conforme o programa Domingão Tarifa Zero, em vigor desde dezembro de 2023; a controvérsia sobre ônibus em São Paulo na eleição envolveu, assim, tanto a quantidade de veículos quanto o tempo de espera dos passageiros.



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