Em 25 de outubro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação do horário de votação do segundo turno em nove estados.
O pedido foi apresentado após denúncias de redução da frota de ônibus em São Paulo e em outras cidades. Lula também disse que pretende pedir a prisão de prefeitos que, segundo ele, tenham dificultado o deslocamento de eleitores.
Além de São Paulo, a solicitação inclui Alagoas, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Roraima. O presidente mencionou problemas de transporte em cidades de diferentes estados, mas parte das alegações ainda dependia de confirmação das autoridades.

Em São Paulo, o PT afirmou que a circulação de ônibus estava abaixo do determinado pela Justiça Eleitoral, enquanto passageiros relataram longas esperas. Não havia confirmação de que a Justiça tivesse autorizado a extensão do horário de votação ou determinado a prisão de prefeitos por causa das denúncias.
Pedido do PT e declarações de Lula sobre prefeitos
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a campanha busca uma decisão judicial para que eleitores prejudicados por atrasos ou pela retirada de ônibus tenham a oportunidade de votar. O presidente pediu que a prorrogação do horário de votação permita o comparecimento de quem enfrentou dificuldades de deslocamento.
Lula disse que, depois das eleições, pretende pedir a prisão de prefeitos que, segundo ele, tenham tentado impedir a população de chegar às urnas. Ele classificou a conduta como possível crime eleitoral, mas a declaração não equivale a uma decisão judicial sobre a responsabilidade de gestores municipais.
O presidente também afirmou que administrações municipais e empresários estariam dificultando o acesso dos eleitores aos locais de votação. As acusações foram feitas por Lula e ainda dependiam de confirmação pelas autoridades responsáveis.
Ao mencionar a ministra Cármen Lúcia e o ministro André Mendonça, Lula pediu providências para assegurar o direito ao voto. Ele também declarou: “Esperem e votem”, dirigindo-se a eleitores que enfrentavam obstáculos no transporte.
Denúncias de redução do transporte em diferentes estados
Entre os locais mencionados por Lula estavam cidades da Bahia, de Pernambuco, da Paraíba, do Rio de Janeiro e do Pará. O presidente citou Salvador, Petrópolis, Teresina, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Recife, Maceió e João Pessoa, além de Sergipe.
Na declaração, Lula afirmou que ônibus teriam deixado de circular em cidades como Salvador, Recife e João Pessoa. Ele também mencionou que balsas teriam parado no Pará, mas os relatos apresentados pelo presidente não estavam todos confirmados oficialmente.
O presidente incluiu ainda ocorrências em municípios de diferentes regiões, entre eles Petrópolis, no Rio de Janeiro, e Teresina, no Piauí. As denúncias sobre a redução do transporte foram apresentadas como motivo para pedir mais tempo para a votação, sem que a referência informe uma confirmação geral das autoridades sobre cada caso.
Decisões e relatos sobre a frota de ônibus em São Paulo e Salvador
Em São Paulo, a Justiça Eleitoral determinou que a Prefeitura e a SPTrans mantivessem 100% da frota de ônibus em operação, em níveis equivalentes aos de dias úteis. A decisão veio após uma ação popular e previa multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes e ao presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges, caso fosse descumprida.
Apesar da determinação, passageiros relataram longas esperas em diferentes regiões da capital. O diretório estadual do PT enviou ofícios à prefeitura e ao governo estadual cobrando providências e afirmou ter recebido informações de que apenas 60% dos ônibus municipais estavam circulando.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou que a campanha de Lula protocolou uma petição sobre a baixa circulação de ônibus. O tribunal encaminhou o pedido à 1ª Zona Eleitoral para as providências cabíveis, considerando a decisão que exigia a operação integral da frota.
Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por crime eleitoral relacionado à redução da frota. Segundo a informação divulgada, ao menos 75 ônibus foram impedidos de sair das garagens; a prefeitura atribuiu o atraso a adesivos com o número 13 colocados por sindicalistas, enquanto a Secretaria de Mobilidade afirmou ter ordenado a liberação de todos os veículos, mesmo com a adesivação que considerava propaganda irregular.


