A frota de ônibus em São Paulo operava a 71,04% no segundo turno presidencial de 25 de outubro de 2026, segundo dados do monitoramento BusInfo. O percentual retrata a circulação dos coletivos municipais às 14h40.
O BusInfo é uma ferramenta particular que acompanha ônibus em circulação. A situação ocorreu durante a votação do segundo turno na capital paulista.
Passageiros do serviço municipal relataram demora em pontos de diferentes bairros de São Paulo. A Justiça Eleitoral, a Prefeitura e a SPTrans também estiveram envolvidas na discussão sobre a operação dos coletivos.
Além dos registros de circulação, o tema incluiu uma manifestação do PT à Justiça Eleitoral e a resposta da SPTrans sobre o planejamento das concessionárias. Os dados também mostram diferenças na operação entre regiões da cidade.
Monitoramento aponta circulação desigual entre regiões
Os registros regionais do BusInfo apontavam que o Sudeste tinha 57,13% de 1.304 ônibus em operação. No Oeste, a circulação correspondia a 75,02% de 1.169 veículos.
Na divisão por regiões, a Leste registrava 70,92% de circulação, enquanto a Sul tinha 70,27%. Na Norte, o índice era de 69,68%.
Em números absolutos, a região Sul concentrava 2.662 coletivos, o maior total entre as áreas da cidade. O dado mostra uma diferença entre a quantidade de ônibus da região e o percentual de circulação registrado pelo monitoramento.
Decisão eleitoral, queixas de passageiros e resposta da SPTrans
A Justiça Eleitoral determinou que a operação dos ônibus municipais correspondesse à de um dia útil, com a frota integral. O descumprimento poderia resultar em multa individual de R$ 100 mil para o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.
Em domingos regulares, a programação prevê 35% dos coletivos, cerca de 4.900 veículos; aos sábados, o parâmetro é de 50%, aproximadamente 6.900. Em 25 de outubro, o PT acionou a Justiça Eleitoral e alegou que a Prefeitura mantinha apenas 60% da frota; o monitoramento, por sua vez, contabilizava ônibus que saíram das garagens, sem confirmar se todos transportavam passageiros.
Passageiros relataram esperas prolongadas em pontos do Jaraguá, da Vila Zilda e do Jardim Ângela, além de trechos da Avenida Ibirapuera e da Estrada do M’Boi Mirim. As queixas incluíram bairros e vias de diferentes regiões da capital.
A SPTrans afirmou que recebeu a determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) às 13h10 de 24 de outubro e a repassou às concessionárias dos 32 lotes às 13h32. Segundo a empresa, as operadoras relataram dificuldade para reorganizar escalas e jornadas, e o planejamento anterior havia sido enviado aos órgãos eleitorais e adotado no primeiro turno. Na operação daquele domingo, 6,9 mil ônibus transportaram 3,4 milhões de passageiros e ofereceram cerca de 8 milhões de lugares; a tarifa permaneceu gratuita pelo programa Domingão Tarifa Zero, em vigor desde dezembro de 2023. A SPTrans também afirmou que a escala original previa folgas e o direito ao voto dos trabalhadores e que o plano havia sido divulgado sem questionamentos até então.


