Coordenador da campanha de Lula diz que ‘houve boicote’ no transporte em capitais governadas pela oposição ao PT

O senador Camilo Santana (PT), coordenador da campanha de reeleição de Lula, afirmou em 25 de outubro de 2026 que houve boicote no transporte público em capitais governadas por adversários do PT. Ele relacionou os problemas à dificuldade de eleitores chegarem às urnas.

Na chegada ao Hotel Intercontinental, em São Paulo, onde a equipe de campanha aguardava a apuração do segundo turno, Santana citou Salvador e São Luís. O senador também criticou o momento em que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ampliar o horário de votação.

Relatos de ônibus parados, filas e demora no transporte foram registrados em São Paulo, enquanto lideranças do PT apontaram problemas também em Salvador. O segundo turno ocorreu em 25 de outubro, e a discussão envolveu prefeitos, campanhas e autoridades eleitorais.

boicote no transporte público

Após relatos de redução da frota em cidades do país, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a prorrogação do encerramento da votação. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que a frota da capital era superior à demanda e que nenhum eleitor estava sem atendimento.

Camilo Santana e Edinho Silva acusam interferência eleitoral

Camilo Santana afirmou que o boicote no transporte público teria ocorrido principalmente em capitais do Nordeste governadas por adversários do PT, citando Salvador e São Luís. Para o senador, a redução do serviço afetou o direito dos eleitores de chegar às urnas e não deveria ocorrer em uma democracia.

O coordenador da campanha de Lula também disse que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi tardia e não conseguiu corrigir os efeitos dos problemas registrados durante o dia em Salvador, São Paulo e São Luís. Santana afirmou que a equipe da campanha avaliaria os fatos com a coordenação.

Já o presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou como grave a suposta falta de ônibus em cidades como São Paulo e Salvador e disse que a situação poderia configurar descumprimento da legislação eleitoral. Ele acusou os prefeitos Ricardo Nunes e Bruno Reis de interferência no processo e afirmou que, em sua avaliação, os responsáveis deveriam ser punidos; os casos em outros estados ainda eram apurados.



Decisão do STF amplia o horário de votação após relatos sobre ônibus

O ministro Cristiano Zanin determinou que o encerramento da votação fosse prorrogado por duas horas, até as 19h, em todas as seções eleitorais do país. A decisão foi tomada após relatos de redução da frota e considerou que a medida precisava garantir a possibilidade de os eleitores votarem.

A determinação ocorreu após a coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão do horário em municípios com problemas no transporte. O pedido abrangia pelo menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também solicitou mais duas horas de votação em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul afetados por chuvas. Entre os locais citados estavam Belo Horizonte, Poços de Caldas e cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de São Borja, Itaqui e Uruguaiana, atingidas por chuvas e pela cheia do rio Uruguai.

Passageiros relatam esperas e coletivos parados em São Paulo

No Terminal Varginha, no extremo sul da capital paulista, moradores disseram ter esperado até três horas por ônibus. Também foram registradas filas em Santana, na Zona Norte, e na região do Jardim Ângela, na Zona Sul; na Vila Zilda, moradores relataram que motoristas se recusaram a levá-los aos locais de votação.

Na região do Terminal Santana, passageiros aguardavam enquanto ônibus permaneciam parados. Uma pessoa ouvida sem identificação contou que passou pelo local com a esposa por volta das 14h30 e que o casal ofereceu caronas, mas percebeu receio entre as pessoas abordadas.

Na Estrada M’Boi Mirim, perto do número 4.017, passageiros esperaram mais de 40 minutos sob chuva por volta das 13h. Os relatos de coletivos parados e demora ocorreram apesar de a Justiça Eleitoral ter determinado que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans mantivessem 100% da frota em operação, em nível equivalente ao de dias úteis.



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