Cancelamento do ato central em SP
O ato central pró-Lula agendado para o dia 18 de outubro em São Paulo foi oficialmente cancelado devido à retirada da reserva do Vale do Anhangabaú pelos organizadores. Após um problema de alagamento no local, a mudança proposta para o Largo da Batata, em Pinheiros, encontrou resistência dentro da própria esquerda, levando à decisão de cancelar a mobilização.
A organização, que partiu de um grupo de WhatsApp envolvendo diferentes entidades de esquerda, ficou a cargo do Movimento Revoluciona Brasil (MRB). Este grupo, que se apresenta como apartidário e defensor de pautas sociais, havia inicialmente escolhido o Anhangabaú para sua manifestação, pois a Avenida Paulista já estava reservada para um ato de Flávio Bolsonaro.
Mudança para ações nas periferias
Com o cancelamento do ato central, a estratégia da esquerda se voltou para ações descentralizadas em bairros da periferia, onde há um potencial maior de mobilização de votos. A União Nacional dos Estudantes (UNE) passou a focar suas atividades em comunidades periféricas, promovendo uma série de atos nos bairros, como no Grajaú, Cachoeirinha e Itaquera.

A mudança se faz necessária, especialmente considerando os dados de abstenção nas eleições anteriores nessas áreas. A expectativa é que, ao mobilizar as comunidades, seja possível reverter uma parte significativa dos votos que não foram computados nas últimas eleições. As organizações também expressaram preocupação com possíveis confrontos entre grupos opostos, especialmente após incidentes de vandalismo que ocorreram na manifestação anterior e que foram usados contra a campanha de Lula.
As ações agendadas incluem eventos culturais e manifestações que buscam engajar a população para a reeleição de Lula. Com isso, a esquerda procura aproveitar o momento para revitalizar a presença política nas periferias de São Paulo, utilizando a mobilização como ferramenta para assegurar suporte nas urnas.


