O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o horário de votação até as 19h de 25 de outubro de 2026, após relatos de redução da frota de ônibus em várias cidades. A decisão se aplicou a todas as seções eleitorais do Brasil.
O pedido da coligação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após denúncias de problemas no transporte público. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também pediu a extensão do horário em municípios atingidos por chuvas.
Na capital paulista, eleitores enfrentaram dificuldades de deslocamento em locais como o Terminal Varginha, Santana e Jardim Ângela, segundo relatos de moradores. Os problemas foram registrados no domingo, 25 de outubro, em meio à chuva em algumas regiões.

A prorrogação ocorreu apesar de uma determinação da Justiça Eleitoral para que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans mantivessem 100% da frota de ônibus em operação. Os relatos incluíram coletivos parados, terminais lotados e longas esperas.
Decisão do STF e pedidos das campanhas eleitorais
Na decisão, o ministro Cristiano Zanin afirmou que os relatos chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) às 16h32min49 de 25 de outubro e determinou que o recebimento dos votos fosse estendido por duas horas. A ordem atribuiu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a tarefa de cumprir a prorrogação em todo o país.
A coligação de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ao TSE um pedido de liminar para ampliar o horário em municípios com problemas no transporte público. A solicitação mencionou ao menos nove estados: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro, diante de denúncias relacionadas à redução da frota de ônibus.
Separadamente, a campanha de Flávio Bolsonaro pediu mais duas horas de votação em localidades afetadas por fortes chuvas. O pedido incluiu Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de São Borja, Itaqui e Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, onde também foi mencionada a cheia do rio Uruguai.
Relatos de espera e ônibus parados em São Paulo
No Terminal Varginha, no extremo sul da capital, moradores afirmaram ter esperado até três horas por um ônibus. Também houve filas de passageiros em Santana, na Zona Norte, e na região do Jardim Ângela, na Zona Sul.
Uma pessoa que preferiu não se identificar contou que passou pelo entorno do Terminal Santana por volta das 14h30, sob chuva, e viu coletivos parados e passageiros aguardando. O entrevistado relatou que ele e a esposa ofereceram caronas; uma senhora que precisava votar no Jaçanã e outras pessoas, porém, demonstraram receio de aceitar.
Na Estrada M’Boi Mirim, na altura do número 4.017, passageiros ficaram mais de 40 minutos à espera sob a chuva por volta das 13h. Na Vila Zilda, na Zona Norte, moradores relataram que motoristas se recusaram a levá-los aos locais de votação.


