Ônibus em SP: Nunes diz que frota superou a demanda

Ricardo Nunes afirmou em 25 de outubro de 2026 que a oferta de ônibus em São Paulo superou a demanda durante o segundo turno presidencial. A declaração contrastou com relatos de filas e longas esperas de passageiros.

A manifestação ocorreu em Brasília, nas proximidades do local onde o senador Flávio Bolsonaro acompanhava a apuração. Nunes atribuiu dificuldades na operação ao curto prazo para reorganizar o serviço após a comunicação da Justiça Eleitoral.

Passageiros relataram problemas em terminais de diferentes regiões da capital, incluindo espera de até três horas no Terminal Varginha. Também houve registros de filas em Santana e no Jardim Ângela.

frota de ônibus em SP

A discussão envolveu a ordem da Justiça Eleitoral para que os ônibus operassem como em um dia útil e a resposta da SPTrans sobre a mobilização da frota. O PT contestou a atuação da prefeitura e afirmou que apenas 60% dos veículos estavam em circulação.

Nunes defende a oferta de ônibus e relata dificuldades para ampliar a operação

Ricardo Nunes afirmou que a prefeitura recebeu a determinação da Justiça Eleitoral em 24 de outubro, às 13h10. Segundo ele, a São Paulo Transporte (SPTrans) repassou a ordem às concessionárias às 13h32, o que deixou pouco tempo para convocar trabalhadores e reorganizar as escalas.



Para sustentar que a frota de ônibus em SP atendeu todas as regiões, Nunes disse que a administração municipal reuniu mais de 200 fotos e vídeos. O material, segundo o prefeito, mostrava bairros das quatro zonas da capital e terminais.

Nunes também mencionou imagens exibidas pela TV Globo que mostrariam o Terminal Parque Dom Pedro II vazio durante a tarde. A SPTrans afirmou que o planejamento inicial considerou domingos anteriores e que o cronograma foi apresentado previamente aos órgãos eleitorais.

Passageiros apontam filas; SPTrans e PT divergem sobre o cumprimento da ordem

Na região da Vila Zilda, na zona Norte, usuários disseram que motoristas não os levaram até os locais de votação. O relato acrescentou um tipo de problema diferente das filas registradas em terminais.

A Justiça Eleitoral determinou que os coletivos circulassem em operação equivalente à de um dia útil. Pelo descumprimento da ordem, a decisão previa multa de R$ 100 mil para Ricardo Nunes e Victor Hugo Borges, responsável pela SPTrans; o PT alegou à Justiça que a prefeitura manteve apenas 60% dos veículos.

Após o encerramento da votação, às 17h, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou que o horário fosse estendido até as 19h em todo o país. A decisão ampliou o período de operação previsto para o segundo turno presidencial.



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